Histórias da vida

Por: Farisa Moherdaui

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Tantas as histórias contadas por aquelas simpáticas senhoras que formavam o grupo de amigas. Falavam do presente e principalmente de um passado distante, entre risos e alegria.

E aquela amiga espontânea, lembrando o seu passado, a começar do dia em que se casou; momentos hilariantes quando no altar, o noivo junto ao padre, padrinhos e coroinhas, era só aflição porque a noiva atrasada, não chegava.

Os convidados também ansiosos pela chegada da noiva, mas pensando, quem sabe, nas empadinhas, croquetes, enroladinhos de presunto e refrigerantes, mas a noiva não chegava.

A alegre senhora lembra ainda que em casa, já vestida de noiva, produzida, pelas hábeis mãos da cabeleireira e costureira e estando só, mais uma espiadinha no espelho e se achando linda, quando a porta do quarto se fechou com o vento e ela, a noiva sem poder sair. No altar, o nervoso noivo esperando, mas a noiva não chegava.

Bem que ela tentou pular a janela, mas enroscada no longo véu, só pode sair com ajuda de vizinhas. Finalmente, para o bem de todos e felicidade do noivo, a bela chegou e o casamento aconteceu.

A lua de mel, rumo a Araxá, de táxi, presente do padrinho e por cinco dias hospedados no hotel Colombo. Foi no hotel, enquanto o noivo cansado tomava um banho, um estrondo e fumaça escura saia dos buraquinhos do chuveiro; em alto e bom som, o desastrado chama pelo camareiro que olha de esguelha conseguiu consertar o chuveiro que exalava pelo quarto forte cheiro de queimado.

Deixando Araxá, de ônibus, uma passadinha por Araguari onde o noivo dizia ter parentes e mais cinco dias como hóspedes da tia distante que certamente a-do-rou a visita, até que numa manhã, alguém da casa deu a perceber que continuassem a lua de mel, mas em outras paragens.

Mala e cuia, ainda de ônibus, rumaram para São Paulo onde fixaram residência no bairro do Bexiga.

Foi quando uma das amigas do grupo perguntou:

- E foram felizes?

A resposta:

- Só Deus sabe.

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