Bom mesmo é ler o Nossas Letras

Por: Maria de Lourdes Liporoni Martins

Abasteço-me das letras desde os primeiros anos. Iniciada logo na infância em leituras preliminares, depois escolares, mais adiante profissionais (inúmeras), agora nas predileções das quais não me abdico. O Nossas Letras, por exemplo.

Perfeito, democrático, versátil para todo gosto, acessível a qualquer leitor. Elaborado a coração e alma. Forma conforme necessidade de espírito. Adequado a prazeres diversos aos sedentos de boa leitura.

O texto: “Bom mesmo é ser bicho”, publicado na capa da edição número 266, 01/10/2011, trouxe-me alegre constatação de que, às vezes, “correr para a liberdade”, “ trocar de estações”, dar “ novos frutos, flores e tarefas”...é bom.

Bom mesmo é saborear as informações de Atalie, arte e baú, a chegada do senhor Outubro brindada por Zelita, o estilo jocoso e histórico de Chiachiri, o brilhantismo do texto filosófico da Jane, o humorismo do Cruz, as lembranças de visitas de familiares do Mauro,o “face” da Karina (ainda resisto em aderir ao facebook), a aula de psicanálise da Maria Luiza, a sonoridade e plasticidade da poesia de Eny, a saudação da vovó Sônia ao testemunhar os primeiros ahs! do netinho ao encantar-se com o viver, a enfática dica de bem servir da Maria Rita, a gramática do Everton, a espiritualidade do Newton de Oliveira, a resenha da Lucia Pizzo, o brilhante Foco na Imagem de SM e a curiosa e hilariante história de Farisa que se encerra com a frase:—”Só Deus sabe”.

Em tudo e em todos os artigos o mote é o mundo atual e o saudosismo do passado. Como nos enquadrarmos nesta triste realidade vivencial onde a vida de bicho talvez se nos apresenta com benefícios não vivenciados pelos humanos?

O trem em que viajamos traz mais partidas que chegadas, mais dores imensuráveis e alegrias esparsas, vontades e desejos irrealizáveis, interceptados por males modernos.

Que fazer? Como viver a vida hodierna?

Só Deus sabe!

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