Balanço

Por: Tânia Liporoni

Vou mudar o tom. Vou mudar de caminho, de conversa. Está certo que a gente leva tombos, muita coisa dá errado e a vida tem mais tristeza do que pensávamos que teria. No entanto, é preciso se apegar a isso? Minha meta agora é ver o lado bom das coisas, encarar sim as dores. A que se aceitar a dor para se ter um pouco de alívio. Mas, isso não a torna pior. Ao contrário, é mais real, vivo, é quase possível pegá-la. Antes, pensava que era abrir os braços, empenhar-me e algo grandioso aconteceria. Não é bem assim. Depois de revoltas, inconformismos e choros, estou começando a achar que a grandiosidade está no ar puro que se respira, no sorriso das pessoas de bem, no gesto amável, nos pequenos fatos cotidianos. Nada me pertence; algumas coisas passam por mim, outras, aconteceram através de minha pessoa. Tolices. Correção de rumo. Então isto é abrir mão dos sonhos antigos? Discordo. São apenas sonhos novos.

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