Compras

Por: Maria Rita Liporoni Toledo

Tarefa inglória, mas necessária. Torna-se prazerosa se nós nos dispusermos a isto. A visita semanal ao supermercado pode se transformar em uma batalha ou em um passeio. Ela se inicia pelo estacionamento imenso com vagas especiais, carrinhos para as compras e, no seu interior, música ambiente e espaço climatizado. Na saída, caixas prioritários e atendentes para organizar as compras.

Algumas pessoas não gostam de ir às compras e quando o fazem ficam tensas , de mau humor e ansiosas. Sentem-se aborrecidas com a rotina e com a concentração de pessoas.Temem serem induzidas a colocar supérfluos em seus carrinhos. Relutam diante das fortes estratégias de marketing que são aplicadas com o objetivo de vender mais. Outras, entre as quais me incluo, aproveitam o dever para se distraírem, conversarem com os conhecidos que certamente encontrarão , admirarem o colorido das frutas e legumes, a disposição dos frios e das bebidas com os vinhos perfilados. Há o recanto das flores, sempre renovado, o setor de presentes, de onde poderemos levar uma lembrança para alguém especial, a apetitosa padaria. Entre os corredores alinhados, jovens fazendo divulgação e funcionários gentis prontos a ajudar, enquanto repõem os itens que em média podem chegar aos 10000. Os produtos são exibidos esteticamente , acondicionados nos lugares apropriados e alguns são dispostos de maneira apelativa, perto dos caixas incitando o consumo.

As temíveis sacolas plásticas darão lugar a outras que não afetarão o planeta .Com a possibilidade de fazermos escolhas saudáveis, podemos individualizar o nosso comportamento, fugindo da padronização e do consumismo exacerbado. Se não agirmos com compulsão, exagerando nos gastos, este ritual pode se tornar bastante agradável. É um local onde relações humanas ocorrem. É sempre bom observar este processo e dele participar. Podemos dar e receber afeto.

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