As novas revoluções

Por: Tânia Liporoni

As revoluções populares não estão como antigamente. São mais silenciosas e, sobretudo, jovens. Não usam mais armas, tanques, trincheiras. A transformação pela internet alcança todas as fronteiras em um novo, poderoso e rápido poder organizacional. Os jovens podem estar se alienando na mídia, mas podem também, muito ao contrário, estar organizando algo significativo. Esse mecanismo, responsável em grande parte pela vitória do presidente norte americano, já, por outro lado, derrubou e ainda derrubará diversificados outros poderes: políticos e econômicos. Em poucas horas organizam-se passeatas, demonstração de vontades ou desacordos, pressão para alterar certos comportamentos, sem, e isso é bastante indicativo, a participação de qualquer líder religioso, político ou trabalhista. Apenas os participantes das redes sociais, sem vínculo com entidades. É preciso ouvi-los e respeitá-los. A abrangência do poder da internet possibilita aos jovens a alteração da passagem humana na terra, agora de forma digital.

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