A praça está triste

Por: Maria Rita Liporoni Toledo

No alto de uma das colinas de Franca, situa-se a ampla Praça da Capelinha, em frente à igreja de Nossa Senhora Aparecida que é palco para manifestações populares, quando multidões ali se reúnem.

É um lugar bonito, de potencial enorme que poderia ser mais utilizado por aqueles que anseiam por lazer, exercícios físicos e novidades culturais. É limpa e de aspecto agradável. Pode-se respirar ar puro, quando se passeia por suas calçadas de pedras pequenas. Vários círculos de terra formam os jardins onde árvores altaneiras, umas mais grossas, outras bem finas foram plantadas há anos e acompanharam as histórias que lá se desenrolaram. Impassíveis, viram os fatos acontecerem à sua sombra. Muitos pardais, bemtevis, tucanos e inúmeras outras espécies de aves pousaram em seus galhos que lhes deram o acolhimento de que necessitavam. Em áreas menores, também circulares, estão jardins mais simples, sem flores, com poucas plantas e nenhum viço. Alguns ipês de flores claras quebram a simplicidade da praça, enriquecendo-a. Crianças são vistas se movimentando em brinquedos de madeira, colocados sobre areia . A grama não ostenta verdor. Alguns insistentes caminhantes a humanizam, de manhã ou à tarde, andando ao seu redor, sozinhos ou em grupos.

Ultimamente, a praça recebe jovens e adultos que sem um lar apropriado transformam-na em suas casas ,fazendo de seus rústicos bancos de cimento suas camas. De aspecto humilde, fracos, maltrapilhos, contrastam com a imponência e magnitude do local.

Mesmo sendo usada para eventos, feiras, de um pouco mais de vida a praça precisa. Um pouco mais de cor e luz para fazer jus ao seu porte e para que aquela área preciosa seja compartilhada por mais pessoas.

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