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Por: José Borges da Silva

A possibilidade de fazer contato com civilizações de outros planetas, vindas de outros sistemas, já que no sistema solar não há habitantes evoluídos à nossa maneira, fascina a todos que descobrem a Astronomia. É certo que os filmes de ficção científica têm abusado do tema, com as mais extravagantes aventuras nessa área, mas não conseguiram acabar com o charme e um certo temor reverencial que a sua abordagem sempre evoca.

Os ufólogos que estudam os OVNI objetos voadores não identificados e cujo trabalho ainda não é reconhecido pela ciência, acreditam que constantemente somos visitados por habitantes de outros planetas. Casos de abdução seqüestro de seres humanos por alienígenas, freqüentemente denunciam as mais extraordinárias experiências. Há relatos de que alienígenas têm engendrado filhos em mulheres da nossa espécie, e até que alguns destes já circulam entre nós...

Erich von Däniken, em “Eram os Deuses Astronautas”, livro de especulação científica (e não de ficção científica, segundo o seu apresentador), publicado no ano de 1968, falava da possibilidade de sermos filhos das estrelas, aqui deixados, talvez como exilados, por uma civilização muito avançada e que há vários milênios domina as viagens interplanetárias, ou mesmo entre as galáxias. E, de modo ousado propôs que os deuses antigos, e diríamos nós, como o que fez gravar na rocha do Monte Sinai o decálogo, passado a Moisés, como está no livro do “Êxodo”, da Bíblica, era, na verdade, um astronauta que veio de estrelas longínquas para corrigir a rota do homem na sua lenta evolução. E, ainda, que as nuvens de esplendor e fogo, referidas pelo profeta Ezequiel, e que também constam no nono capítulo do Livro dos Números, ou as carruagens de fogo, como aquela que arrebatou o profeta Elias, descrita no livro II dos Reis, eram, na verdade, naves luminosas, capazes de transpor as imensuráveis distâncias entre nós e as estrelas...

A questão é fascinante e, cálculos de probabilidade feitos por grandes astrônomos como Carl Sagan, que fala do assunto em vários de seus livros, dizem que é possível que entre as trilhões de estrelas que compõem os milhares de galáxias do Universo, ocorram sistemas parecidos com o nosso. Enfim, é muito provável que existam extraterrestres. O problema é que as distâncias entre as estrelas são imensuráveis. A mais próxima de nós, a próxima do centauro, está a 4,2 anos luz da Terra, o que significa que uma viagem até lá no ônibus espacial há pouco aposentado pelos EUA, demoraria quase trinta mil anos. Mas, nem mesmo isso afasta de modo definitivo a possibilidade de que aqui apareçam representantes de uma civilização muito mais avançada do que a nossa, desde que possua meios de vencer o nosso maior obstáculo: os limites do espaço-tempo.

É curioso notar que quando cogitamos encontrar seres que habitem outros pontos do Universo, automaticamente nos referimos a “civilizações extraterrestres”. Talvez tenhamos um desejo oculto de que nossos visitantes sejam “civilizados”, segundo o que esse conceito representa para nós. Mas, ainda assim uma coisa ainda preocupa: é que esses seres tenham um comportamento parecido com o nosso diante das demais espécies. Imaginemos que eles sejam carnívoros e que gostem de nós, por exemplo, como nós gostamos de atum, de lombo ou de picanha... O que consola um pouco é saber que muita gente boa do nosso meio acredita piamente que a evolução caminha noutra direção, em que a sensibilidade vai se sobrepondo aos instintos...

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