Vida Mansa

Por: Maria Rita Liporoni Toledo

Uma forma de lazer muito usual, na nossa região, é passar um fim de semana no rancho, à beira do Rio Grande, que divide os estados de São Paulo e Minas Gerais, e que tem parte de suas águas represadas em virtude da construção de usinas hidroelétricas. Estes ranchos podem ser simples ou sofisticados, com vários apartamentos, varandas, pesqueiros e ancoradouro para embarcações. A natureza costuma ser pródiga nestes lugares, com uma vegetação exuberante ladeando toda a represa, água límpida com nuances entre o verde e o azul, serras cobertas de cerrado e pedras de vários formatos e tamanhos, revelando ser uma área ainda não totalmente devastada pelo homem.

Quando a chuva se anuncia ao pé da serra, o vento que a antecede forma na água da represa ondas revoltas que batem nos barrancos. Grossas gotas de chuva se encontram com a água, pontilhando sua superfície e se juntando a ela. Diante de tal harmonia, somos envolvidos por um sentimento de união com a natureza.

Nestes passeios não podem faltar longas conversas, brincadeiras, bebidas e aperitivos. Lautas refeições, quando muitos talentos culinários são revelados, são servidas. A descontração complementa o ambiente.

Os variados perfis das pessoas presentes, revelando a diversidade do ser humano, tornam o passeio mais rico e comprovam que nascemos para viver em grupos. Também voam em bando, unidas, as alvíssimas garças, muito frequentes nas margens dos rios, recortando o céu com leveza e suavidade, oferecendo um espetáculo de rara beleza.

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