A melhor idade

Por: Maria Rita Liporoni Toledo

Expressão delicada para se referir aos homens e mulheres com mais de sessenta anos que não são mais considerados idosos, devido à vida ativa que vivem. São aposentados que não ficam descansando, pelo contrário, exercitam-se, e muito, em caminhadas, academias e clínicas esportivas. Procuram além do bem estar físico o equilíbrio emocional. Nestes lugares encontram amigos, indispensáveis para a socialização, tão necessária para quem trabalhou uma vida toda, convivendo com outras pessoas e partilhando experiências. Nas academias, têm seu espaço e variadas atividades a eles direcionadas. Em grupos ou individualmente com personal trainer, não deixam nada a desejar aos mais jovens, já que estão muito interessados em viver plenamente, prolongar ao máximo sua jovialidade e vivenciar práticas inéditas. Constituem um mercado disputado pelas companhias de turismo, que têm neles seu público alvo, programando inúmeras viagens para todos os lugares do Brasil e do mundo. Bem informados, leitores constantes de revistas e jornais, relacionam-se com facilidade, fazendo parte das redes sociais utilizando o computador. Só perdem para os netos, alegria maior de suas vidas, que desde pequenos dominam as tecnologias e os socorrem quando precisam. Os filhos têm nestes dinâmicos pais, ajuda de todo tipo e a certeza de poder com eles contar. Atendimento especial em bancos, supermercados e vagas para estacionamento facilitam a vida nesta fase. Seria melhor se os motoristas em geral tivessem um pouco mais de atenção e cuidado ao dirigir, como estes que conduzem seus próprios carros.  De fato, a melhor idade merece este nome. É uma fase da vida que tendo-se saúde tudo é melhor. A sabedoria adquirida com a experiência facilita o enfrentamento das dificuldades. O ímpeto da juventude é substituído pela serenidade. Pelo menos é o que todos nós da melhor idade almejamos. Vamos, pois, aos exercícios!

Envie seu texto
e faça parte do Nossas Letras