Liquidificar

Por: Tânia Liporoni

O homem é o resultado de tudo que vive. É o que faz de um ser, homem. Boas e más experiências, e, a forma como elas foram vividas, se ele tornou-se amável ou amargo, agradecido ou revoltado. É difícil e demorado ter essa relação clara na mente. Nem sempre dá certo. Mas, se teve a sorte de nascer numa família estruturada, tende a ser mais seguro; se não era popular entre os colegas, torna-se introspectivo; quando jovem, mais impetuoso, e, se forem muitos os tombos, fica mais cauteloso, às vezes, medroso. Se, busca um emprego e não se dá bem nele, pode ficar inseguro; se é bajulado, chega até pensar que é insubstituível ou imortal. O balanço final pode não ser exatamente assim, mas as vivências vão se acumulando na história de vida e características se consolidam de um jeito ou de outro. Pensando em tudo isso, melhor é passar boas ações adiante. Bom mesmo é reverter a ordem e tornar a conseqüência generosa, aquela que, em princípio, seria negativa. Palavras generosas, para um belo início. E, é para quem pode, não para quem quer. Mas, querer, já é um começo.

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