A televisão e a escola

Por: Maria Rita Liporoni Toledo

Apesar do avanço da internet, a televisão continua sendo o meio de comunicação mais utilizado no Brasil. Ela atinge a população de todas as faixas etárias e classe sociais. Alguns programas já têm versão na Web, podendo ser acompanhados pelo computador, outros interagem com as redes sociais, onde os internautas comentam sobre as entrevistas, novelas e os principais fatos do dia.

A TV tem seus adeptos e seus críticos, mas todos recebem suas informações e entretenimentos, em maior ou menor intensidade, e dificilmente encontramos pessoas que não participam desta situação. Para os solitários, idosos, acamados, crianças, donas de casa e outros ela leva informação, alegria, lazer, companhia e os mantém ligados ao mundo exterior de forma confortável, bastando um toque no controle remoto. Este, por sua vez, dá opção de escolha, pois depende só do telespectador mudar de canal. A audiência é uma preocupação das redes de TV. Pode-se, então, exigir melhor qualidade nos programas, já que o telespectador é a razão maior da existência de uma emissora de TV.

Os meios de comunicação socializam e educam desde que as pessoas não tenham uma atitude passiva diante deles. As informações recebidas devem passar pelo senso crítico e pela reflexão. Nada deve ser proibido, mas é preciso discernir o que é bom e o que não é. As escolas devem aproveitar o que a TV tem de útil, assim como outros recursos tecnológicos, para desenvolver nos alunos a crítica construtiva que os levará ao conhecimento. Há boas produções culturais na TV brasileira que se prestam a isto. A arte desperta no pensamento ideias novas que levam ao progresso. Quanto aos programas de baixa qualidade, por enquanto, temos que insistir na melhoria da educação, na formação de bons professores que orientem as crianças e jovens para que se tornem telespectadores críticos, ativos, refletindo e formando seus próprios conceitos.

Envie seu texto
e faça parte do Nossas Letras