Buena muerte

Por: Janaina Leão

Cada dia mais me parece PARIR ESCREVER.

Pensei que fosse um texto exaltando a Vida, em sua forma cor-de-rosa, mas não é...

Às vezes escrevo pensando em quem está lendo...será que meu querido Cruz me lê? É um movimento de “escritoterapia”, massageando o Ego e matando as horas de angústia... Deve ser por isso que em mim dói.

Semana passada cruzei uma Fronteira. Hoje penso que há Outra habitando em mim. Não há maneiras de minimizar certas coisas quando as mesmas se expandem. Um exemplo é a Saudade, outro é o Idioma e todo o Universo que ele nos apresenta.

É aí que entra a Morte e não é feia. Ao contrário: é lindo morrer para o lado “teórico” da Vida. É bom morrer para as Certezas.

Bom mesmo é “apapachar”, apalpar, sentir a Natureza das coisas.

Eu saboreei Amizade junto com Tereré. Eu senti Amor com uma pessoa totalmente Estranha a mim. E “extraño” tem uma tradução muito bonita.

Eu permiti a “buena muerte”... Eu me arrisquei, eu conheci o Outro e pisei na Terra dele. Eu me deixei devorar e ser devorada. Eu tenho vínculos “além-muros”... Eu sinto Saudade.

Eu confirmei que Diagnósticos podem ser equivocados, que a Fé define muito mais coisas e que a Normalidade é bem idiossincrática do ponto de vista de Sentir-Se.

Atualmente é Natural para mim Morrer ...às vezes.

Vida Nova.

Aguije Paraguay! Gracias mi Amor! Saludos Amigos! Salve Tereré!

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