GR/AMA/n/DO

Por: Eny Miranda

Deixa-me conhecer o feitiço das tuas ruas,
entre janelas que derramam flores,
e me perturbar com a leveza das cortinas
que en/tre/cobrem os teus segredos.


Deixa-me aspirar o perfume dos teus recantos
e me embriagar nos odores quentes dos teus refúgios,
quando as geadas te revestem
e cristalizam as tuas cores.


Deixa-me provar a beleza dos teus pomares,
as farturas da tua terra,
e me deliciar com o enigma dos teus sabores.


Mirar a pureza dos teus arroios,
os reflexos dos teus cenários,
e me descobrir na poesia das tuas águas.


Deixa-me colher os respingos de teus suores,
o extrato de teus orvalhos,
e me regalar na frescura de tua seiva.


Pousar no macio dos teus gramados,
Alçar a penumbra da tua mata,
e me encobrir no mistério da tua bruma.


Deixa-me eternizar a magia dos teus jardins,
a imponência dos teus pinheiros,
e luzir a alegria dos teus matizes.


Saber o carisma da tua gente,
guardar a certeza do teu destino,
e me perder no gozo de te desfrutar.
 

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