De alma e poesia

Por: Eny Miranda

Minha poesia versa o universo da alma.
Às vezes, a alma se fecha sob a pele.
Para expô-la
É preciso que se rasgue ,
A dura elástica pele.
Às vezes, mergulha no meu mais íntimo espaço.
Para resgatá-la
É preciso que se rompam músculos,
Veias, artérias, nervos.
Que se lacerem as entranhas,
Fendam-se os ossos...
Revogue-se a matéria
(Mas que fique o coração).
Último véu rompido,
Livre a alma,
Se a linguagem do verbo
Não a detecta,
O desenho dos signos
Não a retrata;
Nem o código do infinito
Em seus silêncios
Pode alcançá-la;
Se dela nada se extrai...
Eis que o coração reflete:
Nem sempre
A alma versa o universo da poesia...

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