Soneto da Saudade Caipira

Por: Luis Gustavo Cardoso

Esta pequena solidão, em que espaço
tece seu silêncio imensamente?
Subitamente às margens do que a gente
deixava à margem como vão fracasso...

Silente e sufocada, seu abraço
é sempre o som mais surdo, frio e quente,
saudade quando às vezes mata a gente
demora no matar, que nem balaço.

Nem dei um ai e ai!- um tiro de repente
cruzou a roça que rocei, doente
e veio me pegar no meio passo.

A bala da saudade mata a gente,
demora no matar, mas é tenente,
é margem de quem roça, tiro e abraço.
 

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