Setembro americano

Por: Ronaldo Silva

Ontem tremeram os alicerces do mundo,
sacudidos pelo punho forte de um louco anônimo.

A grande águia pousou triste
no chão banhado de sangue e lágrimas.
Permanece taciturna enquanto todos correm
sem rumo à sua volta.

O setembro americano ruiu
bem debaixo do nariz do poder.
Dos céus caiu sem aviso
o grande ponto final de uma era.

“O mundo não tem mais jeito!”,
diz, resignado, um amigo meu.
É razoável. Parece que somos todos súditos
De uma nação ultrajada.

Resta-nos evitar que sejamos, em breve,
soldados de exército alheio
numa guerra que nem eu nem você declaramos.

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