Isto e aquilo

Por: Everton de Paula

A Folha de S.Paulo (27/jan/2013, domingo), trouxe publicada à página G2, caderno ‘Ribeirão’ a AGENDA CULTURAL da região, de 27 de janeiro a 3 de fevereiro, envolvendo música, teatro, literatura, oficinas e dança. Vejam o número de eventos em quatro cidades de porte médio e grande:
1. Ribeirão: 12 eventos
2. Araraquara: 9 eventos
3. São Carlos: 7 eventos
4. Franca: nenhum evento
O que houve? O que acontece? Falha da mídia, esquecimento, erro de marketing ou realmente estamos fadados a permanecer à margem da história cultural? Salvo melhor juízo, Franca pertence a essa região, não é mesmo?

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O meu agradecimento a todos os amigos e leitores que se manifestaram (por diversos meios) de forma simpática, referindo-se a duas crônicas minhas: UMA PEQUENA LEMBRANÇA e MOLHO DE CHAVES, publicadas respectivamente nos dias 19 e 26 de janeiro, neste jornal, caderno Nossas Letras.

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“Se cada vez
Que eu pensasse em você
Sumisse um pedacinho de mim,
Cadê eu?”
(Versos que eu escrevia nos correios elegantes das quermesses paroquiais, aos 10 anos de idade).

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Já faz tempo. Dava aulas de Português numa escola particular da cidade. Nós nos empenhávamos, professores e funcionários, para que nossa escola fosse bem recomendada, já que vivíamos a época do florescimento das casas de ensino particulares, ganhando o espaço da importância na educação antes ocupado totalmente pelas escolas do Estado.
Além das aulas, participava de uma equipe que mantinha correspondência com pais de alunos, informando-lhes sobre a vida escolar de seus filhos. Buscávamos imprimir as notícias boas, positivas, o bom procedimento das crianças, coisas assim.
Nas promoções das Semanas de Arte (ainda as havia!), então, nem se fala !
Tínhamos um aluno excelente, o Robertinho, modelo de educando que merecia ser conhecido por todos. Não deixamos por menos. Escrevi a seguinte carta à sua mãe: “Seu filho é um aluno de primeira, tem um mundo de vitalidade e entusiasmo; além disso, não deixa nada a desejar quanto ao espírito esportivo e qualidades de liderança. Se todos os meninos que aqui estão fossem como o Roberto, teríamos o sentimento de estar realizando nossas mais caras esperanças...”
Recebemos a resposta, em menos de três dias: “Senhores diretores, professores e promotores da Semana de Arte: alegro-me em saber que o Roberto vai tão bem. Ele parece que se dá muito bem com a escola e as suas programações. A propósito, eu também tenho um filho aí ... Chamado Jorge. Como vai ele ?”

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Quando minhas quatro filhas eram solteiras e moravam em casa, eu seguia uma ‘filosofia’ de comportamento muito propagada por analistas de plantão: ‘Prefiro ser um pai quadrado que ver minha filha redonda.’

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Quanto ao uso da expressão GRANDE MAIORIA, fico com a explicação tradicional: a maioria é a metade mais um. A ‘grande maioria’ é muito mais que isto. Portanto, esta construção não deve ser considerada como pleonasmo.
Cem estudantes assistem à palestra. Cinquenta e um reclamam, ou seja, a maioria reclamou. Mas se noventa e oito alunos reclamam, a grande maioria reclamou.
Quando cinquenta e um reclamam, a PEQUENA MAIORIA reclamou. Há quem até empregue a expressão “maioria esmagadora”; William Bonner, por exemplo. Não é lógico?
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Já dizia Barão de Itararé: ‘Mulheres de certa idade não têm idade certa.’

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Procede: quando uma pessoa com mais de 60 anos acorda sem nenhuma dor, provavelmente esteja morta.

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Fiz meu jardim-da-infância no Grupo Escolar Cel. Francisco Martins. Tinha 6 anos de idade. A professora chamava-se Sônia Luz. Nessa época, eu pensava que o meu nome era ‘cale-se’.

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Casamento: uma comunidade composta de um senhor, uma senhora, dois escravos, perfazendo, ao todo, duas pessoas.

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