Para onde?

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Anos 70. Fazenda Santa Alcina. Maria Paula Bittar, Lila Crespo, Cacá Raimundini, Neuza Zinader, Dudu do Val, Simone Silva (em pé, da esquerda para a direita). Ana Tereza Figueiredo, Silvana Mussi, Silé Jacintho e Yara Ferreira, (agachadas, da direita para esquerda). A jovens estudantes costumeiramente passavam finais de semana na fazenda. Levavam violão: Simone, Dudu e Silvana se revezavam. Silé não desenvolvera ainda dotes de cabeleireira. Lila nem sonhava em começar carreira de executiva, assim como Yara não imaginava trabalhar no futuro com exportação de calçado. Silvana pensava em Odontologia? Ninguém sabe, nessa época ninguém sabia. Simone seguiria carreira na publicidade? Dudu seria cantora ou empresária? E Ana Tereza? Casaria? Trabalharia com festas infantis? Neuza se imaginava como competente protética? A doce Cacá sabia que seu exercício predileto lá um dia distante seria caminhar? Maria Paula pensava na sua casa, em ser mãe e esposa, seguindo os passos da mãe? Com certeza, não. Muito jovens, recém saídas da adolescência, deviam mais é sonhar com as discotecas, John Travolta e cantores como Caetano e Gil. Nomes como Geisel, Brejnev, Nixon lhes eram conhecidos mas não as assombrava. As guerras civis de Angola e Moçambique explodiam , mas em países distantes. A violência política assombrava a vida de japoneses, franceses, suecos e, nos países onde vigoravam regimes ditatoriais como Espanha, Grécia, Brasil, Chile e Argentina violência política, luta armada e terrorismo atormentavam os cidadãos, porém a Guerra do Vietnã e as corridas espacial e armamentista chegavam ao fim. E elas eram felizes.

(Lúcia H. M. Brigagão)

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Este espaço está aberto aos leitores que queiram ver divulgadas fotos de família. Elas devem ser enviadas a luciahelena@comerciodafranca.com.br

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