Para a minha e para todas as mães, com amor

Por: Josiana Borges

Eu ainda não sou mãe.

E talvez eu precise ser para entender de verdade como é que um dia poderei ser capaz de amar mais outro alguém do que amo a mim mesma.

Quem sabe eu precise carregar por nove meses uma vida dentro de mim pra poder sentir de onde vem essa força que só as mães têm de nos cuidar mesmo quando são elas que precisam de cuidado; de nos perdoar mesmo quando as magoamos profundamente; e de nos amar mesmo quando ainda nem tínhamos nascido.

Talvez só o amor de mãe me explique o porquê da felicidade delas depender totalmente da nossa. E por que a dor de um filho fere antes o coração da mãe.

Que amor é esse que faz uma fêmea dócil e gentil se tornar mais agressiva criatura quando ameaçam sua cria? Que amor é esse que a faz maior e mais forte que um exército para salvar os seus?

Talvez, por eu ainda não ser mãe não entenda o porque de “ser avó é ser mãe com açúcar” ou “é ser mãe duas vezes” como dizem por aí. E nem compreenda, muito embora pressinta, a dor dilacerante da perda de um filho, que é semelhante à morte da própria mãe.

Eu não sei explicar, pois ainda não sou uma mãe.

Mas devo agradecer, com todo meu amor, por cada gesto desses que me faz sentir a pessoa mais importante do mundo.

E agradeço a Deus a vida da minha e de todas as mães, pois vocês são a mais fiel e pura tradução do amor e de sua eternidade.

Agradeço a Deus também por ter me dado o privilégio de ser mulher e assim ter me dado a chance de, quiçá um dia, descobrir por mim mesma o que é sentir esse (inexplicável) amor de mãe.

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