Bares e restaurantes

Por: Chiachiri Filho

Do IEETC (o velho Ginásio do Estado) até a Praça Nossa Senhora da Conceição podiam-se encontrar o bar Gavião (ao lado do Coronel Francisco Martins), a Colegial (onde se acha o Banco do Brasil) e o Tubarão. O Tubarão era o único que tinha um luminoso , luminoso em forma do terrível peixe. A Colegial, de propriedade de Francisco Marconi, era um bar chique, bem mobiliado, e onde se saboreava o melhor sorvete da cidade. Mais tarde, na mesma Rua Major Claudiano, apareceu o Gratinado, comandado por um “gentleman”, o Elmer Jacinto Guimarães. Na outra rua, a Monsenhor Rosa, surgia o Canecão.

Os bares e restaurantes da cidade estavam concentrados na Praça Barão da Franca. De um lado, isto é, na Rua Marechal Deodoro, havia o Novo Barão cujo proprietário original, o Mário Nalini, resolveu reinaugurá-lo. Sem dúvida, atualmente, sob a direção do Piu, é o restaurante mais antigo de Franca. Sua tradição baseia-se na qualidade de seus serviços. A Petisqueira Oriental , de Guasti e Trevisan, vinha a seguir. Fazia umas esfirras deliciosíssimas. Na mesma Rua Marechal Deodoro, ficavam o Pajé, o Picadilly, o Santa Maria. O Pajé, de Fauze Mussalem, foi, certamente, um dos melhores restaurantes de Franca. Do outro lado da Praça, isto é, na Rua General Teles, encontrava-se o Indiano, cujo proprietário, o Tino Jacobini, acabou vendendo-o para o seu garçon, o Ricci Dominicci. Foi no Indiano que eu comi o melhor sanduiche de filé da minha vida: sanduíche de filé acompanhado de salada de tomatão e cebola.

Saindo do centro gastronômico, havia ainda o Gasparini que até hoje se acha ao lado da Santa Casa. Entrando pela Rua da Estação, Willian Cury, genro de Nazaré Baidarian, montou o Oásis.

Botequins é que não faltavam e não faltam em Franca. Ao lado do Correio, havia o bar dos Artistas. Na Estação, o bar do Tatu era famosíssimo. Na Avenida Getúlio Vargas, o bar do Coelho servia o melhor jiló de Franca. Podia-se comer um torresmo ou uma carne cozida de alta qualidade no bar do Seu Izé, perto do Hospital Alan Kardec. Mais do que um boteco, um verdadeiro restaurante estava instalado no Bairro de Santa Helena. Era o bar do Borrego que tinha como especialidade a carne de carneiro e a sopa de piranha.

Muitos eram e são os bares, restaurantes e botecos de Franca. Não conheci todos. Porém, dos que visitei, guardo saudosa embriaguez.

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