A boa intenção do capeta

Por: Luiz Cruz de Oliveira

As novas gerações talvez desconheçam o cidadão Capeta e sua importância no meio esportivo. Foi jogador de futebol e é, provavelmente, um dos francanos mais preocupados com a preservação da história do nosso esporte. Tanto é assim que, ao longo dos anos, recolheu e conserva milhares de fotos de equipes e de atletas varzeanos, amadores e profissionais da nossa cidade.

O homem me procura agora com idéia brilhante: empenhar todos os esforços junto às autoridades e às pessoas que valorizam o esporte local para que Franca crie um troféu através do qual se homenageiem craques do passado, e também do presente ainda em atividade.

Meu amigo cita, inclusive, alguns jogadores que já se foram, sem as merecidas homenagens da cidade: Brim Coringa, Carlão, Mitre, Alfredinho Bittar, Botelho, Padreco, Eca, Doce... Muitos outros, porém, permanecem vivos, muito vivos, aliás, batendo sua bolinha por aí, no campo da Capelinha, no campo do Iara, em tantos campos espalhados pela nossa Franca. E Capeta aponta o dedo na direção de Tim Ferrari, de Tiplum, de José Marcos Bertelli, de Osmar e Zezão e no rumo de mais de duas dezenas de craques, inclusive no rumo dele mesmo, Capeta, que, assegura, continua marcando seus gols e evitando tentos adversários, através de monumentais defesas.

No passado, admirei o futebol do Capeta. Agora, admiro sua intenção e sua boa vontade.

A iniciativa e a intenção do amigo são elogiáveis e meritórias, dignas do aplauso e do apoio de quantos amam a cidade e querem preservar todas as facetas de sua memória.

Por isso, se estas considerações puderem, de qualquer forma, sensibilizar autoridades e população, ficarei alegre.

Se a Coordenadoria de Esportes pautar a idéia do Capeta, ficarei feliz e tomarei um café com meu amigo, que pede meu apoio por tanto acreditar na força da palavra escrita.

Luiz Cruz de Oliveira

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