Dente por dente

Por: Chiachiri Filho

Durante o Império, a pena de morte vigorava no Brasil. O condenado era enforcado em praça pública com a presença do povo. A execução pública deveria servir de exemplo e lição para aqueles que, porventura, quisessem seguir a carreira criminosa. Em Franca tivemos alguns enforcamentos realizados na “praça da forca”, que variava de lugar em cada execução. Apesar da pena de morte, os crimes continuaram a ser praticados com frequência e sem qualquer sinal de inibição.

Sempre fui contra a pena capital. Na minha opinião, ela não servia para amedrontar o criminoso. Porém, de uns tempos para cá, a minha convicção está sendo fortemente abalada. Na verdade, a pena de morte não inibe o bandido Mas o elimina. O delinqüente executado nunca mais cometerá outro crime e, por conseguinte, a sociedade ficará livre dessa praga.

Temos assistido a uma série de crimes brutais, cruéis, desumanos. Recentemente, o alvo preferencial dos marginais é constituído pelos dentistas. Ao explicar os motivos que o levaram a por fogo numa dentista da Grande São Paulo , o monstrinho declarou que queria ver a reação da pele de sua vítima ao contato com o fogo. Pergunto, então, ao prezado leitor:

“Um monstro desses tem o direito de viver?

É claro que não. Esse bandido não é gente. É um animal, ou pior, uma besta que precisa ser eliminada da sociedade.Contudo, antes de ser executado, ele deveria ser amarrado a uma cadeira de dentista e passar por uma sessão de tratamento de canal (em todos os seus dentes ) sem qualquer tipo de anestesia.

Dente por dente: garanto que não faltariam dentistas que, com muito prazer, lhe aplicariam a penalidade. Garanto mais ainda: o bandido incendiário pensaria mil vezes antes de atear fogo em sua vítima indefesa.

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