Desejo

Por: Débora Menegoti

Vindo das persistentes mágoas, sacramentos são lavados com a chuva de memórias que trepidam ao vento fresco do seu hálito de verniz e menta, agora distante.

Sais, iodo, ao relento pousam no meu paladar como ministérios de uma fuga, me inflamam em ira e desejos após. Numa volúpia ardente, de pensar tua carne, a minha é cada vez mais quente... Embora logo vá se diluindo como espumas ao relento, sob o luar.

Sou nada de encanto neste momento, no meu sangue correm lobos em círculos, uivosos; ao centro, meu abismo particular pede uma só dádiva: contigo sonhar!

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