Quase Prata

Por: Heloísa Bittar Gimenes

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...

Pablo Neruda
 

Era uma vez, uma menina moça e um moço homem. Os dois se apaixonaram e formaram um casal. Um casal normal.

E o tempo foi passando e aquele casal de começo tão normal, foi escrevendo histórias e entrelaçando suas vidas. Intuitivamente, sabiam que deveriam se unir, pois precisariam gerar uma Estrela para brilhar no Céu e uma Flor para enfeitar a Terra. Para isso o amor seria ferramenta indispensável por todo o percurso. Deveriam ser corajosos.

A Estrela nasceu, cresceu e subiu aos Céus. Na Terra a Flor brotou e floriu.

O casal que não era de Cristal , chorou, chorou. As lágrimas aguaram a Flor que um dia gritou:

— Quero amar e sonhar! Vocês vão me abençoar?

Apagou a menina, dormiu o moço... O tempo implacável registrou todas as histórias, sem nenhuma misericórdia.

O casal embalado pelo amor e pela dor resolveu seguir e até sorrir.

E Deus os abençoou, a Estrela brilhou, a Flor se abriu.

E aquele casal de começo tão banal, hoje é quase prata.

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