A vida é tão rara

Por: Tânia Liporoni

As famílias mudaram. Como tudo: o telefone agora é sem fio e tem alcance em ampla área. Aliás, a telecomunicação, em geral, fez uma evolução extraordinária. A educação é mais liberal, os tratamentos são mais informais, o vestuário, também. Produtos, nas prateleiras, são mais diversificados e em maior número. Os deslocamentos, ágeis e facilitados: em horas, posso estar do outro lado do mundo. As famílias também mudaram. Fica cada vez mais raro encontrar a configuração estabelecida anteriormente. Agora, temos homem com filhos e uma namorada; mulher com filhos e um namorado; homem e mulher com filhos próprios gerando um terceiro bebê do novo relacionamento; homem fazendo par com outro homem; e, mulher com outra mulher. Como diz Lenine, “a vida não para”. É bom que o olhar também mude e fique mais aberto, receptivo, ao menos, disposto à mudança. De tão arraigados, às vezes, nem percebemos que nossos valores foram impostos por outros interesses (políticos, religiosos, culturais), que não os nossos.Que juízos de valores, diferentes daqueles que portaríamos, impuseram sua gama de fatores aceitáveis e não aceitáveis. É preciso estar atento, e, de tempo em tempo, rever conceitos.

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