Adiante

Por: Tânia Liporoni

Desse ‘eu’ que tenho em mim, às vezes, gosto muito, e, às vezes, nem tanto. Observo outras pessoas e penso que essa faceta trabalhosa, difícil, que rema em sentido contrário, não existe para os outros. Essa visão é ilusória, porém. A gente nem imagina as lutas internas que elas travam. Tanto quanto você e eu. Por vezes, você se afunda, sem afogar. Quanto já perdemos o fôlego? Nessa tentativa de ser uma pessoa melhor, patinamos, sem rumo. Da luta, com um pouco de sorte, e, muito esforço, tem-se algum avanço, uma luz, uma vitória, talvez. Mas, sabendo que muitos passam por isso, que você não é uma ilha, essa sensação de não estar só, torna as coisas um pouco mais fáceis. A sensação de pertencimento faz com que tudo pareça um bem comum. E, isso é bom, traz conforto. Não explica, mas justifica. Aliás, muito pouco é explicável.

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