TEMPOS DOURADOS

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

223267

As exposições realizadas pela Francal superavam sua intenção primeira de valorizar o produto francano. Atraiu os olhares dos governos . Franca passou a ser nome conhecido no noticiário nacional e solidificou sua vocação de centro de produção coureiro-calçadista: tornou-se sinônimo de calçado masculino. No paralelo, era oportunidade de realização de grandes festas de francanos para francanos e para visitantes durante sua realização. Ausência quase total de infra-estrutura e de lazer, quem vinha encontrava, entre outras, as lendárias reuniões do De Colores, os animados jantares na casa de dona Tizira – Alzira Bili Gonçalves e as seletivas festas na chácara da Samello. E nas boates fora da zona central. Grande mérito – de outra natureza - da exposição foi promover a aproximação de pessoas diferentes ou fortalecer laços de afeto e amizade anteriormente existentes. Na foto tirada dentro do pavilhão de exposições o casal do meio: publicitário gaúcho recém-chegado e recém-casado com a tímida moça morena apoiada nele. À esquerda, o empresário então presidente da feira. À direita, francano bastante conhecido - já casado com a mocinha que o acompanha - responsável pela transferência da Francal para São Paulo, o que garantiu a sobrevivência da feira. Se na aparência mudaram, permanece entre todos e seus descendentes – total de onze filhos – grande proximidade.

(Lúcia H. M. Brigagão)


Envie sua foto de família, caro Leitor. Este espaço é seu! Mande para letras@gcn.net.br

Envie seu texto
e faça parte do Nossas Letras