A direção do barco

Por: Tânia Liporoni

Lethe é o rio do esquecimento. Segundo a mitologia grega, ao beber de suas águas, esquece-se o passado. Seria bom ter um pouco desse líquido, como reserva. Não é tarefa fácil ser otimista sempre. Fatos já ocorridos em situações semelhantes, muitas vezes, tendem a trazer descrença. Agir por instinto, sem controle , sem treinamento ou sem muita disciplina, a tendência é a vitimização. Muitas lesões e ausências. Por que eu? A falta, a falta, a falta. Um pensamento que desencadeia outros e outros, numa negatividade total. Mais uma vez, a tarefa é cumprida pelo olhar. Que tal desviá-lo de foco, virar para lado diferente, ver as pequenas grandes presenças e resultados? E, a partir disso, enxergar o lado bom das coisas, apesar do registro do ruim? Apegar-se a elas traz liberdade. Liberdade de tentar de novo, ou não. Fazer a escolha. E, traz também uma sensação de superação do que já passou. Como se isto fizesse, e faz, parte da sua história, mas não é seu comandante. Quem comanda é você. Só você.

Tânia Liporoni, advogada e autora de Parceria de Um e Pega-me. Membro da Academia Francana de Letras

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