PERMANÊNCIA

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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A casa de comércio, quase em frente e na esquina do British Museum, fundado em 1753, parece seu prolongamento ou extensão. A loja Jame’s Smith & Sons, aberta em 1830, nunca sofreu reforma. Imensos painéis de madeira se intercalam às vitrines gigantescas que exibem apenas e tão somente guarda-chuvas, sombrinhas e bengalas. É possível encontrar uma ou outra peça mais moderna como capa de chuva, mas a casa se mantém fiel à sua tradição. Certamente o índice pluviométrico londrino favoreceu a abertura e a permanência longeva desse comércio específico. Mr. Smith e filhos, certamente, viram os turistas que visitavam o British - para analisar as riquezas egípcias que injustamente estão em Londres ou para conhecer sua fenomenal biblioteca – na saída serem surpreendidos pela chuva. Perspicazes, montaram seu estratégico comércio. 183 (anos de funcionamento) multiplicados por milhões (de turistas quase secos): calcule-se a cifra do pé de meia que a família acumulou!
(Lúcia H. M. Brigagão)

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