Janeiro

Por: Chiachiri Filho

Já estamos em janeiro. Janeiro de 2014. Este ano promete muito: em junho teremos a Copa e, em outubro, as eleições presidenciais, governamentais e parlamentares. O ano de 2014 vem repleto de esperanças. Esperança de que o Brasil ganhe a Copa do Mundo. Esperança de que o povo saiba votar e elimine da nossa vida política os corruptos e demagogos.

Para os pessimistas, não vai mudar nada: ‘tudo permanecerá como d’antes no quartel de Abrantes’.

Eu, ao contrário, acredito nas mudanças. Na realidade, não há um dia igual ao outro, um mês igual ao outro, um ano igual ao outro. Estamos em constante e perpétua mudança. Por mais que se assemelhem, os acontecimentos não se repetem: eles continuam sendo únicos e singulares. O amanhã sempre trará um novo dia. As mudanças são inevitáveis. Todavia, não sei se elas virão para melhorar ou piorar a vida dos homens e de suas instituições. Imagine, prezado leitor, se na partida final da Copa, os argentinos fizerem o selecionado brasileiro dançar o tango em pleno Maracanã! Imagine ainda mais se o PCC, constituído em partido político, assumisse a maioria no Parlamento nacional!

Não, não, não! Oh Pai! Afaste de nós essas desgraças. Deixe-nos sonhar, pensar positivo, acreditar nas boas coisas do amanhã.

Janeiro está começando. O Ano Novo já virou. O futuro está próximo de nossas mãos. Vamos construí-lo com fé, com amor, com seriedade, com humanismo. Vamos segurá-lo com força e determinação. Vamos enfrentá-lo com otimismo. Afinal de contas, somos ou não somos brasileiros?

Chiachiri Filho, historiador, criador e diretor por oito anos do Arquivo Municipal e membro da Academia Francana de Letras

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