Parada obrigatória

Por: Tânia Liporoni

Há uma revista que se chama “Vida Simples”. Fico pensando se é possível viver simplesmente na atualidade. Tanto apelo visual, tantos objetos a serem consumidos. Tudo se mostra importante, quase que indispensável. A vida tornou-se complexa, cheia de atributos e qualificações. Imagens, verbais ou não, produzidas para se apresentar no meio social. Estímulos, vindos de diversificado plano e fontes. É preciso ficar atento, antenado, do contrário,  as informações passam por você, sem que se dê conta. Muitas vezes, isso acontece mesmo assim.  A resposta natural seria dizer: não é preciso tudo isso!  E, em seguida, vem o pensamento: é preciso sim, sob pena de se ficar antigo, desatualizado. Contudo, há algo errado, esquisito, over. Desnecessária esta abundância. Deve haver uma dosagem, um equilíbrio, uma sintonia fina. Uma busca constante. Só quero dizer que estou atenta.
 
Tânia Liporoni, advogada e autora de Parceria de Um e Pega-me. Membro da Academia Francana de Letras
 

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