Mensagem

Por: Everton de Paula

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
 
Quando se vê, já são seis horas!
 
Quando se vê, já é sexta-feira!
 
Quando se vê, já é Natal!
 
Logo termina o ano!
 
Quando se vê perdemos alguns bens preciosos e pessoas amadas! 
 
Quando se vê, já se passaram 64 anos!
 
Aí você percebe que é tarde demais para ser reprovado.
 
Então você perde o medo e ganha ânimo.
 
A coragem é o seu escudo.
 
Mudou o cenário.
 
Os desafios são os mesmos, mas a intenção e o gesto ganham novos perfis.
 
Agora você lança a flecha na convicção de que ela é certeira.
 
Você quase dorme na pontaria porque já não há mais tempo de erro.
 
Mas aviso: minha flecha não mata nem fere;
 
Não busca atingir desafetos, porque desafetos não existem mais;
 
Nem inimigos; para que cultivá-los se já é quase meia-noite?
 
Minha flecha lançada não tem ponta aguçada.
 
Antes, ela é de algodão.
 
E o seu alvo é o coração das pessoas de bem.
 
Ela chega devagarinho, desperta, acolhe, convida, conforta, abraça, compartilha.
 
E porque busco tornar-me uma pessoa cada vez melhor,
 
E porque anseio o melhor para o meu próximo,
 
Lanço minha flecha todos os dias, todas as horas
 
Na certeza de que assim fazendo
 
Vou escrevendo as palavras do meu dever de casa que é viver o agora.
 
Minha flecha não mata, não fere;
 
Porque minha flecha é a minha palavra, a minha oratória, o meu mais precioso bem-querer, o meu aceno de amor.
 
E neste ambiente de Deus, espero fervorosamente que eu consiga fincar os lastros de amizade e que meus sinais de agradecimento tenham sido percebidos.
 
Espero, com o melhor dos meus sentimentos, que a minha palavra os tenha atingido.
 
Obrigado e até uma próxima vez. 
 
Everton de Paula, acadêmico e editor. Escreve para o Comércio há 43 anos

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