Intangibilidades

Por: Eny Miranda

Letras litigiosas,
Por que não se dão as mãos?
 
Pálidas palavras
Paliativas.
Vagas vozes,
Falas fugazes
Que chegam e fogem
- enredar contínuo
Da alma em bolhas de sabão.
 
Ampolas de ar, 
Crescem, explodem,
Oxigenam...
Sufocam.
Borbulhas de som,
Cantam, encantam,
Enlevam...
Evaporam.
 
Espumas na areia,
Por que não se dão ao mar?
 
Linhas
Entrelinhas...
Tudo me acena
E tudo me falta,
Enquanto o momento respira.
 
Eu sufocando,
E esse cheiro...
Esse ar salineiro
Inundado de todos os aromas
Que odoram o corpo da Poesia.
 
 
Eny Miranda, médica, poeta e cronista

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