Lições

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Magnífica roseira, no Hyde Park – Londres. Rosas, instituição inglesa, têm nomes. A dessa é Peace (Paz). A paixão por ela foi imediata. Procurei muda nas lojas especializadas, porém a Paz - em qualquer forma – não é fácil de ser achada. Nem lá, nem cá. (Nem em lugar algum. Os nossos são tempos de não-violência: como explicar guerras na Síria, Albânia, em países africanos?). Encontrei-a, por acaso, numa loja chamada Woodworth, que nem existe mais. Trouxe três mudas. Duas não vingaram. Minha Paz sobrevivente ficou perrengue por um bom tempo, mas cuidei cela com carinho, persistência. E resiliência. Respondeu ao carinho e cuidados de todos. Para fazer a Paz se desenvolver e se instalar  é preciso paciência, percebi, e pertinácia.  Tem dado flores. Curiosamente, fica exuberante no tempo de Primavera inglesa, nem tanto na nossa. Percebo que a Paz tem memória. Preparei-lhe estrutura de ferro sobre a qual está sendo conduzida. Tem reagido bem, mas está longe de ser essa da foto. Concluo que, embora cause efeitos e consequências semelhantes,  nenhuma Paz é igual a outra.  
 
(Lúcia H. M. Brigagão)

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