Révéillon maravilhoso, aquele.

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Sol, descanso, sombra, água fresca, cerveja gelada, nada de horários ou compromissos. As mulheres saíram mais cedo da praia: preparariam juntas adequada ambientação para receber o Ano Novo, dos primeiros do século XXI. Somados, eram cinco casais, dezenove filhos, agregados, amigos da cidade de origem hospedados em outras casas do mesmo condomínio: cerca de cinquenta pessoas para saudarem, da sacada do apartamento – ou à beira-mar, pulando sete ondas- os próximos trezentos e sessenta e cinco dias. A ligação entre homens e mulheres, vinha,  não de laços de sangue, mas de amizade e afinidade. Os dois da esquerda e o da direita são compadres entre si. O terceiro da esquerda para a direita é médico, como o que está em primeiro plano, de camiseta branca e bigode. O de boné preto e o de óculos escuros, sem camisa, são sapateiros. E os dois de camiseta branca são também compadres. Praia é incomparável igualador social. Em viagem de descanso e de lazer deixaram atribuições e títulos para trás, até sorriram para a lendária foto que dificilmente se repetirá.
 
 
(Lúcia H. M. Brigagão)

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