Ana Luiza

Por: Farisa Moherdaui

Amor, graça, ternura
Em meio à vida de menina moça
Riso inocente de alegria sem fim
Para o pranto, onde os motivos?
Não há tempo para o pranto
As lágrimas, pérolas raras, difícil encontrá-las
 
Calor intenso das noites de verão
Brisa gostosa do mar em calmaria
É um amor que nasce ardente
Amor que não acaba num repente
 
Malícia dengosa dos requebros de andar
Olhos que brilham ainda que em noite escura
Olhar manso de gatinha manhosa
Mãos macias que falam e se agitam
Mãos que se entrelaçam em momentos de prece
 
Pés irrequietos que pisam até machucam
Más é dor que passa num abraço só
É o seu jeito diferente de pedir desculpas
Teimosa e persistente, sempre sabe o que quer
 
Menina moça e bela
Adentrando agora nos seus quinze anos
Fácil é amar você, Ana Luiza
Esquecê-la, impossível
Amor, carinho e beijos
Da vovó Farisa
 
Farisa Moherdaui, professora 

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