Amada (des)conhecida

Por: Shirley Machado de Oliveira

Traços correm teu labirinto de cores...
De repente, Maria (!),
Desenhada entre os dias
 
 
Trechos bem marcados,
Sem nó e fim.
 
 
Se subo em tuas pérolas,
Alcanço um céu de paz,
Apreendo-te a beleza.
 
 
Mas isso não me revela quem és
(nem assim eu poderia querer)
Apenas mostra tua liberdade a coser.
 
 
Vai, alma de trança,
A não distinguir com quem dança,
A desconhecer tratar-se de amor ou vingança
A ver graça em trejeitos e restos
 
 
Vai, doce alma de outrora,
Construir-se ponte sobre teus vales
Que, um dia, te acharás
E te acharei ao declamar-te.

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