Namorados II

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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O primeiro encontro deles foi desastroso. Questionado sobre a graça e a  beleza das moças do lugar, Mr. Darcy se revelou sem entusiasmo e frio, especialmente com Miss Elizabeth, a quem se referiu como donzela de pouca beleza, alguma personalidade sim, mas opaca, obscura, sem relevância entre tantas outras.  Ele não a via, mas ela ouviu o desairoso comentário e passou a ignorá-lo. Ele não mais a perdeu de vista.  E quando a convidou para dançar, ela recusou. Com a negativa, solidificou-se o mútuo interesse: quem entende os sentimentos humanos? Idas, vindas, encontros, separações, revelações, asneiras, discussões, brigas e altercações: ei-los perdidamente apaixonados e sem qualquer possibilidade de perpetuar o romance em parte por Orgulho, em parte por Preconceito. Embora desconhecidas pela razão,  o coração tem suas obscuras razões: cederam dos dois lados, entenderam-se. Quem acompanhou o romance, discute quem era mais preconceituoso, quem era mais orgulhoso: ele ou ela? Mesmo sem resposta, os fãs de Mr. Darcy e Miss Bennet aumentam em número ano após ano, e se sentem fascinados pelo casal. Quem não gosta de uma boa história de amor? 
 
(Lúcia H. M. Brigagão)

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