Novembro, 1904

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O governo carioca tentava proteger a população, com a campanha de vacinação obrigatória contra a varíola. Embora tivesse escopo positivo,  truculência,  autoritarismo e  violência da forma de abordagem da população por parte dos agentes sanitários que invadiam as casas e vacinavam as pessoas à força, acabaram por causar revolta e indignação no povo.  Poucos conheciam o processo e todos tinham medo de seus efeitos: nas mulheres, dizia-se, a vacina seria aplicada em suas “partes íntimas”. Franca, 1954, os Rosa Barbosa, representados por Hilda e Amélio; Tainha e Edson; ‘Chola’ e Lúcia; Dita; Helena e Januário, inauguravam a Usina de Laticínios Jussara para fornecer leite pasteurizado à população e substituir a entrega do leite in natura, por aquele outro, de indiscutível superior qualidade. O progresso causa medo, a ignorância é a “mãe de todos os males”. Houve revolta, choros, tiroteio, rejeição a princípio. A Casa Hygino – melhor loja da cidade - fez vitrine didática para esclarecer a população sobre os benefícios da pasteurização. 2014, a Jussara completa 60 anos. Comandada pela matriarca Hilda Caprício Barbosa – remanescente da equipe fundadora – tornou-se orgulho do parque industrial francano..
 
(Lúcia H. M. Brigagão)

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