Ao meu pai, com carinho

Por: Farisa Moherdaui

Mais um ano quando se comemora aqui na terra o Dia dos Pais. E eu, como sempre nessa data, envio ao meu pai mais uma cartinha falando de alguns acontecimentos recentes, ocorridos cá embaixo no nosso mundo tão bonito e tão maluco.
 
São muitas as coisas que se passam por aqui, pai; ruins ou boas, tristes ou alegres, mas em se tratando do nosso Brasil, a certeza é de que essa terra é abençoada, mesmo quando rimos ou choramos porque isso faz parte dos planos de Deus.
 
E há bem pouco tempo, pai, os brasileiros viveram aqui uma tristeza engraçada, claro que nem todos, e também será que tristeza tem graça? Imagine o senhor que o Brasil foi escolhido como sede para a realização dos jogos da Copa do Mundo. Até ai, só alegria, com a certeza de que os nossos jogadores eram os melhores do mundo e, portanto, a vitória também nossa. Mas, pai, a nossa seleção jogou nada, ou melhor, jogou fora a alegria do povo brasileiro.
 
Acho até que perder para a Alemanha (que time, hein, pai?!) foi aceitável, mas perder pelo placar de sete a um foi deprimente, um vexame. O senhor deve estar pensando porque não colocaram todo o time do Corinthians no lugar de uma seleção tão fajuta. Conversa de corinthiano, como o senhor, né pai?
 
Mas uma coisa muito boa aconteceu durante essa Copa. Nunca o Brasil foi tão brasileiro, elogiado e respeitado e, mesmo com o dissabor da derrota, ofereceu aos países que aqui estiveram modelo de educação, civilidade e amizade. Sobre isso, houve referências elogiosas em jornais de quase todo o mundo, um orgulho para o nosso povo, o que serviu até para amenizar o amargor da derrota.
 
Quanto à família, pai, vai bem e melhor agora com a chegada de três crianças, três mimos, presentes de Deus: o David, a Mariana e a Iara Maria, filho e filhas de sobrinhos nossos. É preciso renovar, né, pai, pois enquanto uns se vão outros chegam e assim a vida continua. O ruim mesmo é a saudade que nunca acaba.
 
Em pensamento e orações beijo suas mãos com amor e carinho.
 
Pai querido, abençoa a sua filha.
 
 
Farisa Moherdaui, professora 
 
 
 

Envie seu texto
e faça parte do Nossas Letras