Pequena crônica emocionada

Por: Hermes Falleiros

É lugar-comum dizer que o tempo passa depressa demais. Mas ele passa...
 
Parece que foi ontem que eu estava fazendo curativos em um recém-nascido com impetigo bolhoso, enfaixando suas mãozinhas para que não as levasse à boca...
 
Parece que foi ontem que cantávamos “Parabéns a você” no aniversário de um ano de um garotinho vestido de marinheiro...
 
Parece que foi ontem que esse garotinho aprendia a pedalar a sua “motokinha”...
 
Um dia esse menininho surpreendeu a todos começando a juntar letras sozinho, mostrando desde cedo raciocínio lógico. E pediu para ir para a escola, junto com a irmã mais velha.
 
Menino simpático e sensível, fez grandes e bons amigos durante a infância, amigos que o acompanham até hoje.
 
E o menino foi crescendo, sempre afável e companheiro, e são inúmeras e gratificantes as lembranças agradáveis de viagens que fizemos juntos à praia e a tantos outros lugares.
 
Sempre receptivo a novas informações e experiências, foi adquirindo bom e eclético gosto musical e cultural. Sabe ouvir Beatles, Pink Floyd, Chico Buarque e Los Hermanos com a mesma desenvoltura. Admira Wood Allen, Kubrick e Tarantino. E sabe apreciar uma boa peça musical. Com tudo isso, tornou-se um companheiro especial, partilhando comigo grandes momentos culturais, substituindo a minha inaptidão para o esporte, que ele aprecia muito também. E, herança do avô materno, é um apaixonado por política.
 
E assim esse menino foi crescendo, cercado de amigos, enriquecendo-se de cultura, conhecimento e experiência de vida.
 
Grandes preocupações, nunca deu, além daquelas habituais que atormentam os pais, como ir a ranchos, ao “Hop Halle”, o que também não foi muito frequente.
 
Terminou a faculdade, passou em concursos, e ainda busca mais, e por isso é um estudante aplicado.
 
E chegou a hora deste menino começar a sua vida fora da casa dos pais, unindo-se a uma moça doce e companheira. Não há perdas nesta separação; apenas a sensação de um passarinho que vai alçar voo longe do ninho, que fica vazio da sua presença, mas cheio e rico das lembranças tão queridas, e da esperança da continuidade, agora com a presença da esposa, e futuramente, dos filhos que certamente virão, dando continuidade às nossas frequentes e alegres reuniões gastronômicas.
 
Meu coração está alegre. É bom ver felizes aqueles que sempre os fizeram felizes! Deus abençoe vocês, Paulo Eduardo e Karina!
 
 
Hermes Falleiros, médico
 
 

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