Faz tempo

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

260802
Existiam roupas prontas, mas caras, com comércio quase exclusivo restrito a  São Paulo e Rio em lojas de departamentos como Mesbla, Mappin e Sear’s. No interior as primeiras apareceriam somente depois da metade dos anos 50.   Em cidades como Franca, encontravam-se lojas de tecidos que abasteciam e ofereciam matéria prima para mães, tias e avós comprarem, levarem às costureiras já com modelos que geralmente reproduziam roupas que as revistas da época Manchete, O Cruzeiro, Grande Hotel, Capricho traziam, usadas pela grã-finagem  artistas da época. Em Franca, entre outras, tínhamos a loja do Bahije, Casa Jahú, Melica, Loja Paulista, Pernambucanas e a Loja São Paulo.  As peças de tecidos eram guardadas em grandes armários, dispostas em prateleiras, atrás de imensas janelas de vidro, para proteger os produtos da poeira das ruas próximas, sem calçamento. As pilhas eram selecionadas por categorias: sedas, algodões, morim Santa Maria – cujo rótulo reproduzia o Angelus, de Milliet - casemiras inglesas, linho 120. Nas vitrines dos imensos balcões de atendimento, linhas e agulhas de costura e bordado, alfinetes, retroses, o sabonetinho Suspiro de Granada – da Myrurgia; talco, sabonete e perfume Cashemere Bouquet.
 
 
(Lúcia H. M. Brigagão)

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