Doce e gelada surpresa

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Doce e gelada surpresa o grupo francano teve no deserto chileno, a caminho de São Pedro de Atacama. Meio da tarde, termômetros na marca dos quarenta graus, cenário inóspito e deslumbrante, todos de queixo caído pela excelência das estradas. Conviviam com segurança, carros deslizando sobre pistas cobertas por mistura única de cimento e terra. Durante o percurso, saídas estratégicas de descanso, olho na paisagem. Numa delas, destacou-se estranha, insólita e bizarra figura de homem vestido com jaleco branco, chapéu  com proteção para nuca, com caixa de isopor a tiracolo, onde se lia – de longe – Helados Panda. Sozinho naquela vastidão de areia e sol, óculos escuros. Sorvete, naquele lugar? E Panda? Bizarro demais. Desceram, o picolezeiro não se assustou, apesar de estar desacompanhado e pelos padrões brasileiros, vulnerável. O Chile tem território incomum de 4300 quilômetros de comprimento por 175 de largura.  Tem terremotos, vulcões, neve, deserto, poucas áreas férteis. No entanto é considerado um dos melhores países da America Latina em termos de desenvolvimento humano, globalização, competitividade, qualidade de vida, estabilidade econômica,  percepção de corrupção, além de exibir invejáveis índices baixos de pobreza. Sonha combater a desigualdade econômica.                    
 
(Lúcia H. M. Brigagão)

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