Árvores de Natal

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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São tantas e tão diferentes, quanto são tantas e tão diferentes as cabeças humanas que as idealizam, criam e montam. Dê-se os mesmos elementos a diferentes pessoas: mesmo tipo de árvore, mesma quantidade de enfeites com a mesmíssima decoração, o resultado será em tudo diferente.  Dizem, sua origem é mais antiga que o nascimento de Cristo: alguma data entre o segundo e o terceiro milênio a.C.. Povos indo-europeus, em expansão pela Europa e Ásia, consideravam árvores expressão da energia de fertilidade da Mãe Natureza e lhes rendiam culto. O carvalho, considerado a rainha das árvores, quando perdia as folhas no outono e inverno, recebia diferentes enfeites dos povos, para novamente atrair o espírito da natureza, que pensavam, tivesse fugido. A árvore de Natal, tal qual a conhecemos, surgiu na  Alemanha por volta do século 16. A partir do século 19 a tradição chegou à Inglaterra, França, EUA. Somente no século 20 apareceu na Europa e na maioria da América Latina. No Canadá, dizem, o pinheiro é a árvore do Natal porque apenas ele permanece verde na vastidão da paisagem canadense, desde antes e bem depois do seu rigoroso inverno.  
 
(Lúcia H. M. Brigagão)

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