Retrospectiva 2014

Por: Farisa Moherdaui

Pelo último ano que passei, dou graças a Deus, pois não foram tantos os meus momentos de tristeza e nem tantos os momentos de alegria que vivi.
 
- Saudades de Natal e Réveillon de anos passados. Entes queridos que se foram; amigas, amigos e parentes com os quais perdi o contato.
 
- Alegria em passar o Natal com meu filho, nora, netas e toda a família ali na vizinha Batatais, em meio a pessoas que sabem fazer a festa.  Na troca de presentes ganhei sapatos, vestidos, blusas, bolsas e até um guarda -chuva.  Do meu filho, um celular moderno, mas muito complicado. Talvez possa usá-lo em meados de 2020, 2030. Guardei-o e voltei para o meu pretinho colado com Super Bonder, mas que me permite falar e ouvir sem embaraços.
 
- Antes da ceia, fui convidada a fazer a oração em agradecimento ao menino Jesus. Na ceia, as delícias que pareciam ter vindo do céu. A torneira do chopp geladinho que não fechou, e vinho que não esquentou.
 
- Os meus escritos ainda continuaram a ser publicados no jornal Comércio da Franca, fazendo-me pensar que sou até um pouco inteligente.
 
- Geriatra e ortopedista disseram que estou muito bem de saúde, mas os meus joelhos, ai que dor. Moderei as minhas caminhadas; que pena! Percebi também que estou ouvindo menos, mas se ouço ainda o que me convém tá bom demais né?
 
- Neste ano, como nos outros, participei das missas aos sábados na Igreja de São Sebastião, Padre Ovídio pároco e amigo.  Às terças-feiras o encontro com as “meninas” do Grupo de Oração, mas para rezar mesmo e não fofocar. Nas tardes calorentas do ano, sentadas na porta de casa, Nabiha, dona Lourdes, Izilda e eu, não para rezar mas para fofocar.
 
- Mudei a cor dos meus cabelos de escuro para mais claro, pensando ficar mais jovem, mas de que jeito? E o meu casaco marrom, aquele de lã, gola em bico, bolsos e botões grandes foi encontrado ainda cheirando a naftalina. Quem o encontrou? Milagre de Natal.
 
- O Réveillon de 2014 passei aqui em Franca com a querida irmã Anita e o cunhado Badi.  Ceiamos às 8 horas da noite porque Badi bebeu uma Skol e foi dormir. Anita e eu ficamos na sala de TV esperando a festa da virada do ano. Cochilamos e nada vimos.
 
- Não sou chorosa, mas em 2014 chorei um pouco mais. Não de dor ou tristeza, mas de raiva, pelas coisas erradas e maldosas que vêm acontecendo mundo afora.  Chorei sim pelo mundo inteiro, mas de modo muito especial por parte do povo brasileiro, aquele que é honesto, trabalhador, sofrido e esquecido, mas que não perde a esperança e a fé em Deus.
 
- Feliz Ano Novo, feliz 2015.
 
 
Farisa Moherdaui, professora 
 

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