Desejos para um novo ano

Por: Maria Rita Liporoni Toledo

Por que demoramos tanto a perceber os valores mais importantes da vida? Por que só agora os vemos com o olhar dourado da maturidade? Enquanto crianças, jovens ou adultos, nossos interesses são próprios destas faixas etárias. O tempo para reflexão, observação e valorização dos pequenos acontecimentos é ocupado por outras prioridades fundamentais. Só esta idade, nomeada, recentemente, bela velhice, nos proporciona uma condição de firmeza, fortaleza para sermos capazes de selecionar o que é realmente valioso e continuarmos a nossa travessia. Nesta fase, as expectativas para um ano que se inicia são bem diferentes. Queremos luz, paz, discernimento, serenidade. Tencionamos desenvolver, cada vez mais, o autoconhecimento, o senso de justiça, a benevolência. Amor, perdão, tolerância são essenciais para o bem viver.
 
Era costume fazermos, no início do ano, muitos propósitos de difícil realização e logo nos frustrávamos com a impossibilidade de efetivá-los. Para que exigir mais do que somos capazes, estabelecendo metas inatingíveis para depois sofrermos? É melhor observar nosso limite e situarmos nossa vida no que podemos fazer com o que nós somos e com o que nós temos. Assim, com mais aceitação e vitórias sobre nós mesmos, seremos tranquilos e poderemos ter uma convivência suave conosco e com os que estão próximos de nós. Que o ano de 2015 traga esse equilíbrio para as mentes e saúde para os corpos. Seremos exultantes e faremos nossos semelhantes felizes. 
 
 
Maria Rita Liporoni Toledo, professora
 
 

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