Não errei

Por: Everton de Paula

Os últimos desdobramentos políticos em Brasília e os judiciais no Paraná deixam-me com a consciência tranquila em relação às minhas críticas ao governo da estrela vermelha, aqui no jornal e nas redes sociais: durante mais de dez meses, apontei uma série de erros do PT e em especial os desmandos de Dilma Rousseff. Hoje se comprova que eu não estava errado em nenhuma postagem, em nenhuma denúncia.
 
Mas se por um lado, estou com a consciência tranquila, como brasileiro encontro-me preocupado com a situação nacional após tanto desgoverno e tanta corrupção. Torço sinceramente para o governo, afinal tenho filhos e netos que estudarão e trabalharão e formarão família neste país: que a nova diretoria da Petrobras recupere o antigo status de potencia empresarial do planeta e que os governantes de maior escalão, após o susto, levem a sério o seu mandato e busquem o melhor para o Brasil e para os brasileiros. Deixem a arrogância de lado, desfaçam-se do autodeslumbramento, desistam da idéia fixa de que só o PT está certo;  reflitam, enfim,  que fora do partido existem pessoas de bem que podem auxiliar na reconstrução política brasileira. 
 
A propósito: a palavra impeachment não traz sentido algum voltado a golpe; antes, é um instrumento legal, previsto pela Constituição. Mas é preciso que haja viabilidade prática e política. E vontade popular manifestada nas ruas, é claro. Apenas para entender. 
 
 
Everton de Paula, acadêmico e editor.  Escreve para o Comércio há 43 anos

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