No mundo da lua

Por: Farisa Moherdaui

Havia motivo para muito riso entre as amigas que se juntaram para falar da vida colocando em pauta os assuntos mais engraçados.
 
Uma delas a contar que foi ao baile da sua formatura com o vestido pelo avesso e passou a noite toda sem que ela e nem ninguém percebesse. E como dançou, como se divertiu!
 
Outra com o tênis em pés trocados fez a sua caminhada do bairro da Estação até o Distrito Industrial sem entender porque lhe doía tanto os pés.
 
Outra ainda que lê começando pelo final do livro porque fica logo sabendo quem morreu ou quem se casou, ao término da história.
 
Muito engraçado aquela que durante o almoço serviu a comida, mas no fundo do prato; comeu e repetiu porque gostou.
 
O frango assado, preparado com esmero, mas que ela não comeu porque esqueceu no forno e ainda disse que estava uma delícia.
 
E aquela que depois das compras procurou o celular e só o encontrou três dias depois dentro da geladeira.
 
E a que atendeu a chamada também de um celular usando o estojo dos  óculos no lugar do aparelho e só ela falou, mas nada escutou, pondo a culpa na “Claro”, claro.
 
Essas agora são minhas:
 
- No supermercado faço as compras, coloco no carrinho, mas quase sempre o difícil é saber onde deixei o carrinho.
 
-Já no caixa, pago as despesas, mas às vezes esqueço de levar para casa o que comprei.
 
-O meu carro por duas ou três vezes dormiu na rua e em todas às vezes o encontrei por acaso.
 
-Na missa de sétimo dia da avó de uma amiga, cumprimentei desejando “parabéns e felicidades”.
 
Agora, você que está lendo o que escrevi deve se lembrar de tantos micos que pagou e vai continuar pagando vida afora, com certeza.
 
 
Farisa Moherdaui, professora 
 
 
 

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