Sonhos

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Sonhos fazem-nos viver. Impulsionam, estimulam, dão rumo, orientam atitudes e empenho na busca de suas realizações.  Mesmo sem qualquer talento para a dança clássica, o significado e peso do nome Bolshoi um dia passou-me a ser significativo.  Nasceu-me o desejo de conhecer o cenário onde surgiram, para a arte mundial, os dançarinos Nureyev, Baryshnikov, Nijinski,  Ana Pavlova e Maya Plisetskaya; onde se apresentaram Plácido Domingo,  José Carreras e Luciano Pavarotti.  O Teatro Bolshoi, patrimônio cultural da humanidade pela ONU e Unesco, ganhou projeção mundial através dos nomes de compositores e obras como Tchaikovsky, Gorsky e Prokofiev.  No centro da imensa abóboda, sobre cadeiras forradas de veludo vermelho da platéia e galerias pintadas de dourado, destaca-se imenso lustre de cristal e metal cor de ouro que constitui, por si só, atração para quem se acomoda para assistir ao espetáculo. Vê-lo, traz a recordação do chandelier  do Opéra de Paris, protagonista por si só da peça O Fantasma da Ópera, também imponente luminária. Particular sonho vê-lo aceso, acabei de realizá-lo. Entendi o motivo do antigo fascínio. O espetáculo humano, individual, mereceria  ser encerrado com o solene e lento apagar das luzes do lustre maravilhoso.                        
 
 
(Lúcia H. M. Brigagão)

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