Final da manhã do sábado da primeira semana de Setembro

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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São Petersburgo, final da manhã do sábado da primeira semana de Setembro. Aglomeração em frente àquele belíssimo prédio do governo sinalizava que algo inusitado acontecia por ali. E acontecia, mesmo. Transeuntes pararam para atravessar a rua, todavia suas atenções se desviaram para cima da construção.  Formou-se na calçada oposta ao prédio pequena multidão que se divertia com a cena incomum. Casal de noivos posava para fotografias, sobre  telhado do prédio de três andares. A noiva cumprimentava os olheiros abaixo, alçava a taça de champanhe, brindava a todos que estavam nas calçadas, que aplaudiam.  O noivo também se divertia, com a atenção despertada. Imagina-se que o panorama visto do telhado, como cenário das memoráveis fotos,  será fantástico. Porém, de se louvar ainda mais, a coragem da noiva de subir até lá com saltos altos, equilibrar-se sobre passarelas estreitas, sorrir para as fotos e ainda carregar buquê de rosas, que só faltou atirar para os espectadores ali embaixo.  Manhã fria, de vento frio, aquela. Porém nada que pudesse inibir russos, acostumados a temperaturas bem abaixo de zero. Ou impedir o brinde feliz, quase nas nuvens,  de dois felizes jovens. 

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